O Graduale – Música Sacra de Aveiro é um coro de câmara masculino, com uma segunda formação a vozes mistas desde 2022, dedicado quase exclusivamente à interpretação de música sacra, abrangendo repertórios que vão desde o canto gregoriano até à música contemporânea. Com 29 anos de atividade, tem levado a sua música a diversos pontos de Portugal e estrangeiro, procurando desenvolver o seu trabalho com rigor e uma abordagem artística de carácter profissional.
Ao longo do seu percurso artístico, tem promovido diversos concertos a cappella, bem como atuações acompanhadas por órgão de tubos ou orquestras.
Fundado em 1997, instituído em 24 de junho desse ano como Associação Cultural, com personalidade jurídica e com a finalidade de promover e divulgar o tesouro da Música Sacra Coral, o Graduale pretendeu, desde a sua génese, ser um elemento imprescindível para o desenvolvimento desta vertente, numa cidade em que a música desempenha um papel preponderante na sua atividade cultural.
O Graduale é um coro de câmara masculino, dedicado quase exclusivamente à interpretação de música sacra, procurando desenvolver o seu trabalho com rigor e uma abordagem artística de carácter profissional. Abrangendo repertórios que vão desde o canto gregoriano até à música contemporânea, tem-se apresentado ao longo dos anos em concertos em diversos pontos de Portugal e também no estrangeiro, sobretudo em países europeus, a capella, acompanhado com órgão, evidenciando-se as participações dos organistas Nuno Alexandrino, Marília Canhoto e Nuno Oliveira, além de diversas composições orquestrais com instrumentos de época, concertos com orquestra sinfónica e também a colaboração com outros agrupamentos corais.
O nome do grupo foi inspirado no do livro que descreve o rito católico romano e reúne as partes corais da missa – Graduale Romanum – bem como na antífona com o mesmo nome, originária dos Salmos e cantada entre a Epístola e o Evangelho. Originalmente, o Graduale era uma das peças de cântico gregoriano, dos mais ornamentados e melismáticos. Complementarmente, o termo também se refere ao ato de subir ao altar (gradus = degraus) para cantar.
Ao longo do seu percurso artístico, o Graduale promoveu já imensos espetáculos inéditos em Portugal.
Em 2001 e 2005 organizou os Encontros de Música Sacra em Aveiro (conjunto de concertos com ensembles e orquestras de vários países), realizou um périplo na Ilha de São Miguel nos Açores em 2001 e entre 1997 e 2005 participou em mais de 200 recriações históricas em parceria com diversas entidades (autarquias, agrupamentos de escolas, associações culturais, etc.) de Portugal. Todas estas atividades em paralelo com apresentações regulares em vários espaços culturais do país.
Por outro lado, tem colaborado com a Câmara Municipal de Aveiro em grandes eventos culturais na cidade: são exemplo o concerto “2000 vozes” (na passagem de ano 1999 para 2000), a comemoração em 2010 dos 100 anos da Implantação da República e em 2015, do concerto do 187.º aniversário da Revolução de 16 de maio de 1828, lembrando os aveirenses que sacrificaram a vida por Portugal e ficaram conhecidos como “Mártires da Liberdade”, e tantos outros concertos organizados em parceria ou com colaborações a convite da autarquia, alguns com regularidade, como seja o concerto de Natal com o grande Coro da cidade.
Em março de 2016 apresentou na Sé Catedral de Aveiro o Requiem em Ré menor de Luigi Cherubini, obra coral sinfónica escrita para coro masculino, com o acompanhamento musical da Orquestra Filarmonia das Beiras.
Em 2019, celebrou protocolo de colaboração com a Fraternidade de São Francisco e Santo António assegurando a Igreja de Santo António como local permanente de ensaio e de apresentação regular de concertos de solidariedade.
Em 2022, iniciou uma nova formação, o Graduale Mixtum, com vozes femininas e uma nova abrangência de repertório sacro. Desde então, apresentou-se já em vários concertos de alto nível em Portugal e no estrangeiro, como é exemplo a Messe, Op. 4 de Camille Saint-Saens, apresentada em 2023, na Sé Catedral de Aveiro, com o acompanhamento do grande órgão de tubos.
Em 2024, estabeleceu uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, para a dinamização do espaço e o aumento da oferta cultural da Igreja da Misericórdia. Também em 2024, participou na Petite Messe Solennelle de Rossini, Na Sé de Aveiro, com a Ópera de Bolso, o Coro Voz Nua e o coro de Santa Joana com o qual, deste então, tem tido participações e colaborações regulares, destacando-se a interpretação do “Glória”, de John Rutter, e das Canções Heróicas, de Fernando Lopes Graça, com o acompanhamento da Banda de Eixo, em maio de 2025.
O coro é composto por 8 elementos, distribuídos entre tenores, barítonos e baixos, interpretando maioritariamente repertório escrito para quatro vozes. Na direção musical, encontra-se João Monteiro.